A internet também está sendo utilizada cada vez mais cedo. Um estudo feito pela organização britânica Internet Matters revelou que 48% das crianças de seis anos fazem uso dessas tecnologias. E mais: 41% delas acessam a internet sem nenhuma supervisão dos pais. Para a instituição isso só mostra o quão é vital que os pais criem mecanismos de segurança e entendam alguns dos riscos que existem quando a criança fica online. Por mais que o contato com a internet e as telas seja inevitável, é importante que os adultos reflitam sobre o acesso das crianças na internet. Cabe aos pais limitar o tempo de uso e ponderar quais os benefícios e os riscos envolvidos. Atualmente, a maioria dos aplicativos, sites e serviços de streaming, como o Netflix, oferece controle dos pais nas contas de crianças e adolescentes. As atividades das crianças na internet é um tema que deixa pais e mães com uma pulga atrás da orelha. Afinal, o que as crianças acessam na Internet?

Mais de 50% do tempo na internet

Em 2017, a Viacom fez um levantamento que apontou que crianças brasileiras entre 2 e 5 anos passavam 50% a mais de tempo semanal na internet do que a média global. O Comitê Gestor da Internet no Brasil apontou que, só no ano passado, 25 milhões de crianças, entre 9 e 17 anos, tiveram acesso à internet.. As consequências de começar a usar a internet tão cedo se refletem nas preocupações dos pais quanto à formação que seus filhos terão e ao tipo de informação que eles têm acesso. A proibição do uso de redes sociais é uma questão que estabelece conflito dos pais com crianças e adolescentes. Especialistas analisam que apresentar serviços que sejam adequados para a fase de desenvolvimento que os filhos se encontram, pode ser uma alternativa para que eles possam usufruir destas ferramentas, sempre tendo orientação sobre como utilizá-las. Caso a criança ou adolescente tenha um perfil em alguma rede social, é fundamental acompanhar, pois, vale lembrar que pais são responsáveis por tudo o que o filho pratica na Internet, sendo este mais um motivo que intensifica a responsabilidade do acompanhamento.

Limites estabelecidos

É importante estabelecer limites das crianças na internet, mas isso deve ser realizado em conjunto, dialogando com elas sobre suas necessidades e responsabilidades. Alguns são importantes: Tempo de acesso – Eles podem organizar os horários para estudos e outras atividades que também são prazerosas, como passear, estar com a família e amigos e praticar uma atividade física; Liberdade com responsabilidade – Oriente, ou seja, para eles não compartilharem qualquer imagem que podem se arrepender depois; Gerenciar o uso dos smartphones – Atualmente, crianças pequenas já possuem os seus próprios aparelhos, com isso é importante que os pais orientem sobre como gerenciar o seu uso. Solicite que eles conversem com você e busquem ajuda; Acesso com regras e limites – Proibir o uso não educa e não previne. O importante é permitir o acesso das crianças na internet com regras e limites negociados. Seja navegando na Internet ou jogando games, é importante a mediação dos adultos na prática dessas atividades; Controle dos pais nas plataformas – Sucesso entre os jovens, a Netflix é uma das plataformas da internet que oferecem opções para controlar o que é exibido na conta do principal titular. É dividido em controle rígido e leve.  No primeiro, é definido um PIN de quatro dígitos que deve ser digitado para reproduzir qualquer série ou filme acima de uma determinada classificação etária, em qualquer perfil. Garante que seu filho não assistirá a conteúdos acima da classificação etária selecionada. No leve, é definida a classificação etária de um perfil específico para controlar as séries e filmes disponíveis para esse perfil. Você, como pai ou guardião, garante que seu filho use somente o perfil correto.

Recomendações de pediatras

A Academia Americana de Pediatria faz recomendações gerais para os pais: – Promova pelo menos uma hora diária de brincadeiras e atividades que façam a criança se movimentar; – Deixe claro ao seu filho o limite de uso diário de cada equipamento com tela; – Não permita que a criança durma com tablet ou smartphone por perto; – Desencoraje o uso de eletrônicos enquanto a criança faz tarefas escolares; – Converse sobre bullying virtual com seu filho e ensine sobre os perigos da internet.

Crianças na internet são alvos dos cibercriminosos

O Instituto Interamericano da Criança (IIN) da Organização dos Estados Americanos (OEA) publicou o relatório “Diretrizes para o empoderamento e a proteção dos direitos das crianças e adolescentes na Internet na América Central e na República Dominicana”. Apesar do foco ser as regiões da América Central e na República Dominicana informações podem ser usadas para tentar tornar a Internet um espaço cada vez mais seguro, conhecer os perigos existentes na Web e aprender como evitá-los e lidar com esses riscos. O relatório faz um alerta de que as crianças também se tornaram alvo dos cibercriminosos. Entre as ameaças estão:

  • Abuso sexual de crianças e adolescentes na internet;
  • O cyberbullying (assédio e agressão por meio de novas tecnologias, com a intenção de propagar mensagens ou imagens cruéis, para que sejam vistas por mais pessoas);
  • Exposição a conteúdos inapropriados;
  • Grooming (um adulto realiza para ganhar a confiança de uma criança ou adolescente, através da Internet, com o propósito de abusar ou explorar sexualmente;
  • Happy slapping (uma forma de cyberbullying que ocorre quando uma ou várias pessoas agridem um indivíduo enquanto o incidente é gravado para ser transmitido nas redes sociais);
  • Sexting (autoprodução de imagens sexuais, com a troca de imagens ou vídeos com conteúdo sexual, por meio de telefones e/ou da Internet;
  • Sextorsão (É a chantagem realizada a crianças ou adolescentes por meio de mensagens intimidadoras que ameaçam propagar imagens sexuais ou vídeos gerados pelas próprias vítimas).

A responsabilidade de tornar a Internet um espaço cada vez mais seguro para crianças e adolescentes exige para você pais, tios, adultos em geral, a importante tarefa no desenvolvimento seguro das habilidades das crianças na internet e não deve ser negligenciada.

Postado originalmente em Noticias, Dicas e Atualidades